Postos os pingos nos "i's, vamos ao presente. Este ano estou com a turma PE3 com 21 crianças de 5 anos.
Muitas crianças já estudavam na escola e das novatas a maioria já frequentou alguma instituição de ensino.
O que me marcou na primeira semana, foi na nossa primeira roda de conversa, no primeiro dia de aula, quando uma criança perguntou porque o vidro de uma das janelas estava quebrada e eu respondi que não sabia. Imediatamente as crianças começaram a criar hipóteses possíveis do tipo "Pode ter sido um gato", "Talvez alguém jogou uma bola", e hipóteses fantásticas: "Pode ter sido um dinossauro".
No segundo dia, essa dinâmica de levantamento de hipóteses aconteceu de forma espontânea novamente, quando um colega novato estava chorando muito fora da sala. As crianças me perguntaram o porquê ele estava chorando e eu respondi que ele não conhecia a escola e estava um pouco triste. Imediatamente as crianças começaram a dar sugestão de como poderíamos deixá-lo mais feliz como: "Vamos chamar ele para brincar no parque", "Vamos cantar uma música pra ele", "Vamos abraçar ele", etc.
Achei muito interessante essa dinâmica que a turma revelou e acredito que ela enriquecerá muito nosso trabalho durante o ano.
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